quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CANA CAIANA








A beleza que detém meus olhos, me leva muito além,
A pureza contagia o sentimento e me faz chorar também,
A simpatia que me encanta tanto, fica muito aquém,
Nesse vasto e majestoso universo que não é tudo que se tem.

O que me sobra de tempo, não posso contar tanto,
Pra fazer feliz quem chora, porque me toma o espanto,
A distância provoca o silêncio, e faz crescer o encanto,
O coração aflito se ajeita, e espreita o próprio manto.

No conflito do próprio ser, a natureza acalma,
O paroxismo intrigante confunde a razão distante,
A felicidade se esconde de quem não entende a alma,
E com o pranto reclama por uma ausência marcante.

No mais puro e exótico paladar que inflama,
O coração, obedece e, aceita mas reclama,
Extrai dos rumores de uma bela trama,
O doce sabor da própria cana caiana.





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