domingo, 3 de maio de 2009

MORTE FÍSICA : UMA ORDEM NATURAL QUE NADA TEM A VER COM O PECADO- Relato Sucinto

A estratégia maldita mudou mesmo a direção sagrada no coração do homem, e uma meia verdade favoreceu os planos do Malfeitor.
Ao colocar o homem no Jardim do Éden (O verdadeiro, pois, é a presença de Deus), o Senhor determinou:
“Não coma da árvore da ciência do bem e do mal, pois, no dia em que dela comer certamente morreras”.
Mas o inimigo insistiu com a mulher: “Coma porque certamente não morrerás”.

De fato, nem Eva e nem Adão morreram fisicamente no dia da desobediência.
Aí está a “meia verdade”, que inverteu a direção no coração do homem e desde então suas expectativas começaram a se voltar para o seu corpo físico, e para as coisas materiais, estabelecendo aí o desencontro na contramão do ensino sagrado, transformando a realidade em algo fictício e a mentira numa triste verdade.
Desde então o homem passou a cultuar seu corpo, atribuindo a ele, a expectativa da vida eterna. Se pudesse mesmo, o ser humano jamais se separaria dessa matéria pecaminosa.
Mas ensinando aos nossos primeiros pais, Deus não falava da morte física.
O ensino sagrado se referia tão somente à morte espiritual, e essa, aconteceu não no dia da desobediência, mas, no exato momento em que ocorreu o ato pecaminoso.
A morte física é uma ordem natural e nada, absolutamente nada tem a ver com o pecado, e aí está outra descoberta, que demonstro de forma cabal e contundente em meu livro “Mitos Enigmas e Mistérios no Jardim do Éden e mentiras de Satanás no coração da Igreja”.
Deus é espírito (João 4.23). O Senhor é espírito (II Cor. 3.17). É nessa dimensão que precisamos nos situar no trato com nosso Criador.
A carne para nada aproveita (João 6.63). A Palavra de Deus é espírito e é vida. Importa que os servos do Senhor o adorem em espírito e em verdade.
O corpo físico jamais esteve nos planos do Senhor para a vida eterna do homem (Gn. 19.7;Ec.12.07;I Cor. 15-44).
Esse corpo foi criado apenas para ser uma casa provisória do espírito humano (I Pedro 2.5) e para nela coabitar o Espírito Santo de Deus e ser transformada na Igreja do Senhor, tão somente enquanto existir aqui neste mundo(I Cor. 3.7,16 e 6.19). Apenas nesse aspecto, precisa sim ser muito bem cuidada.
Tudo que existe no universo físico nasce um dia, cresce, fica velho e morre. Essa é uma lei natural e não pode ser contrariada.
O homem não considera a realidade tão clara e não trabalha com a possibilidade da morte física.
Se perguntado dirá sempre: “Eu sei que este corpo irá morrer um dia e não pode nos acompanhar para a eternidade”. Contudo essa verdade não age no seu intimo, bem lá no mais profundo de seu ser impera e opera o desejo ardente de jamais se separar dessa matéria.
Aí está uma das conseqüências negativas da equivocada direção, que transforma um corpo material em algo espiritual e invoca para si a eternidade que só pode operar num corpo verdadeiramente espiritual.
Eis aí a expectativa que rompe de forma até intransigente no subconsciente do povo de Deus, impedindo-o de experimentar a deliciosa verdade que não contempla o menor vestígio dessa matéria pecaminosa, nem hoje e nem nos tempos vindouros.
Eis aí a diminuta pretensão que fecha o horizonte espiritual, impede o ingresso do homem no generoso campo das bênçãos incontáveis e reduz um nobre e bilionário de fato ao submundo da miséria onde os limites do sucesso jamais ultrapassarão às fronteiras estabelecidas pelo sabor das migalhas efêmeras que nunca podem satisfazer, e muito menos trazer contentamento algum.
Aí está outra mentira de satanás no coração da igreja, uma vez que tal esperança distancia o ser humano de seu Criador, impede a perfeita comunhão do homem com Deus e é isso que pretende e persegue de forma doentia o Malfeitor.
O corpo físico tem de voltar a terra ( Gn. 3.19 e Ecl. 12.7). O que de fato importa para Deus é o espírito e essa sim, é a parte do ser humano que viverá eternamente e é nela que precisamos concentrar nossas expectativas.
O estudo sagrado conduzido nesse nível tem me levado a compreender o recado divino de uma forma muito especial mostrando-me as artimanhas malignas e a astúcia do Malfeitor operando silenciosamente contra o filho de Deus, enganando-o e iludindo-o com mentiras e expectativas que não podem se concretizar.
Além desse aspecto importantíssimo, o ingresso nas entrelinhas sagradas tem nos conferido a compreensão de mistérios, a identificação de mitos na pregação do evangelho e o esclarecimento de enigmas propostos nas Escrituras, com a revelação que nos possibilita tão somente e exclusivamente o acurado exame da Palavra de Deus.
Esse é mais um estudo que aqui exponho de forma sucinta, sendo tratado amplamente em meu livro acima citado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Boa noite irmão Joaquim,

Gostaria que o irmão me desse a sua interpretação da passagem bíblica em 1 Co 15:55-56, pois penso que ai mostra uma relação entre a morte física e o pecado.

Desde já agradeço a atenção.

Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

Prezado irmão anônimo,

É preciso fazer distinção entre morte física e morte espiritual.

O pecado é de fato o aguilhão da morte espiritual.

A ação pecaminosa acarreta instantaneamente a morte espiritual ou a separação de Deus.

É impossível conceber, que alguém pratique um ato pecaminoso e continue usufruindo da presença de Deus. Isso jamais irá acontecer.

O Pecado gera imediatamente a morte espiritual ou a separação de Deus.

A morte física tem um tempo determinado para acontecer, e virá para todos indistintamente, inclusive para as crianças que ainda não pecaram, aliás, ATÉ JESUS CRISTO QUE NUNCA PECOU EXPERIMENTOU A MORTE FÍSICA.

lOGO, O TESTO citado se refere tão somente a morte espiritual.

um forte ab raço




Joaquim José Tinoco de Oliveira disse...

em tempo:

Onde está escrito, " TESTO" leia-se: Texto.

grato